Os alcoólatras sentem menos empatia?

Friday, 11 de September de 2020

Já ouvimos falar diversas vezes sobre pessoas que bebem e se tornam mais agressivos, perdem a noção das situações do ambiente, etc. O que ocorre com o cérebro? As pessoas sentem menos empatia?


Fonte: Cançao nova

Estudos comprovam que pessoas que consomem álcool em excesso podem apresentar prejuízos na função cognitiva e desregulação emocional. Um estudo realizado apontou que um déficit associado pode ser a empatia, no qual as pessoas com Transtornos por Uso de Álcool (AUD) podem apresentar a capacidade reduzida de compreender as emoções dos outros.

O estudo intitulado “Differential brain responses for perception of pain during empathic response in binge drinkers compared to non-binge drinkers” fez um experimento com pessoas que bebem socialmente e pessoas que bebem de forma excessiva e os pesquisadores analisaram as medidas de processamento empático de acordo com as respostas neurais associadas. O estudo foi realizado com neuroimagem, com ressonância magnética funcional (fMRI).

Uma tarefa de terapia foi estabelecida onde diferentes tipos de lesão foram expostos aos grupos. Na segunda figura abaixo, pode ser verificado a atividade cerebral envolvida com a visualização desses estímulos que representam a dor analisando a ínsula anterior esquerda, insula anterior direito e o córtex anterior cingulado. Os resultados foram comparados para pessoas compulsivos e bebedores não compulsivos.

Figura: Atividade neural associada a visualização de estímulos (Rae et al, 2020)

De acordo com os resultados, os autores sugerem que as o consumo excessivo de álcool é associado a respostas comportamentais e cerebrais diferentes, que estão envolvidas com a empatia. Em outras palavras, pessoas que bebem mais reagem de forma mais lenta a dor dos outros do que aqueles que não bebem, ou seja, sentem menos empatia. A diferença entre essas pessoas está na distinção entre o “eu” e no “outro”, no qual caso essas pessoas apresentando a sensibilidade empática reduzida, isso pode tirar a percepção do sofrimento de si e de outras pessoas  e pode levar a fazer o consumo repetido de álcool, por não ter essa percepção dos males que podem ocorrer.

Sendo assim, esses resultados podem contribuir para a análise e futuros estudos sobre transtornos por uso de álcool. Uma outra forma de analisar a atividade cerebral, apresentando excelente custo benefício, é através do uso da espectroscopia no infravermelho próximo. Caso queira dar uma conferida, acesse o hub da Brain support

Referências

Rae, C. L., Gierski, F., Smith, K. W., Nikolaou, K., Davies, A., Critchley, H. D., ... & Duka, T. (2020). Differential brain responses for perception of pain during empathic response in binge drinkers compared to non-binge drinkers. NeuroImage: Clinical, 27, 102322.

A.J. Caswell, M.A. Celio, M.J. Morgan, T. Duka Impulsivity as a multifaceted construct related to excessive drinking among UK students Alcohol Alcohol, 51 (2016), pp. 77-83

A.M. Herman, H.D. Critchley, T. Duka Binge drinking is associated with attenuated frontal and parietal activation during successful response inhibition in fearful contexto Eur. J. Neurosci. (2018)

The content published here is the exclusive responsibility of the authors.

Autor:

Mouhamed Zorkot

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mouhamed@brainsupport.co









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