Mídias digitais e finanças pessoais

Sunday, 12 de June de 2022

As finanças pessoais ainda são um tabu para e, levando em consideração a facilidade de acesso ao crédito e a falta de conhecimento em finanças, o brasileiro segue sendo um povo extremamente endividado. Neste blog vamos tentar identificar como se organizar financeiramente e como as mídias digitais podem nos ajudar nesse processo.






De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) ao fim de 2017, pôde-se constatar que 32,4% dos entrevistados consideram seus conhecimentos em finanças pessoais como regulares e 15,6% consideram o conhecimento como ruim ou péssimo. Ainda, segundo a Serasa Experian, em junho de 2018, 61,8 milhões de pessoas encontram-se com dívidas no Brasil e o tamanho dessa dívida impacta ainda mais, chegando em R$ 273,4 bilhões com uma média de R$ 4.426 por pessoa. 


Assim, vemos uma necessidade urgente de conhecimento, sobre como podemos gerir nossas finanças pessoais. A partir disso, temos o planejamento financeiro pessoal como uma estratégia precisa, deliberada e dirigida para a acumulação de bens e valores, que formará todo o patrimônio de um indivíduo e seus entes. As estratégias utilizadas podem estar focadas num prazo que pode ser curto, médio ou longo.

 
 

Não podemos falar de planejamento financeiro sem falar de educação financeira, que é justamente como vamos ter acesso a esse conhecimento e colocá-lo em prática. Com ela, nós podemos ter uma compreensão baseada na informação, de forma que haja desenvolvimento da consciência das oportunidades e ameaças envolvidas. Ciente de tais pontos, poderemos tomar decisões de forma racional e ter informação suficiente que baseiam as suas escolhas.


Porém como ter acesso a educação financeira, se não a temos nas escolas ou em casa? Aqui entra o uso inteligente e aplicado das mídias digitais. É um meio acessível, de baixo custo e uma ferramenta que já utilizamos diariamente. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, constou que 116,1 milhões de brasileiros possuem conexão com a internet, sendo 64,7% da população com idade superior aos 10 anos. 


Sendo cada vez mais reconhecida a influência de tais mídias, acaba que dando mais poder de voz e conhecimento à população comum. Em um estudo recente feito sobre a influência das mídias digitais e finanças pessoais, temos uns dados interessantes sobre essa junção de temas. Por exemplo, das mídias sociais mais utilizadas pelos participantes, temos por ordem de maior utilização o Instagram, seguido do Facebook, Twitter, YouTube, LinkedIn, WattPad e WhatsApp.


Eles, também, mostram no seu estudo que das pessoas que procuram conhecimento nessa mídias digitais, 72,3% acabam investindo mais em comparação aos que não fazem uso. Destes, 63,74% afirmam que tomaram decisões baseados em conteúdos de influenciadores digitais. Ao todo, em sua amostra, 56,89% dos participantes informaram ter adquirido algum tipo de influência e/ou conhecimento de Finanças Pessoais em mídias digitais com influenciadores da área.


Apesar dos dados mostrados, ainda são escassos os estudos nessa área. Neurofinanças  seria uma ciência que analisa os mercados financeiros usando a neurotecnologia no cenário do comportamento comercial. Dos poucos estudos que se tem, vemos o uso de eletroencefalografia (EEG) para analisar a atividade cerebral associada à tomada de decisões financeiras em uma determinada tarefa ou situação. 

 


Referências


IBGE (Brasil). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Acesso a internet e a televisão e posse de telefone celular para uso pessoal. 2016. Disponível em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/>. Acesso em: 30 jul. 2020.

LUCCHESE, João Lucas Carneiro et al. A influência das mídias digitais no interesse e conhecimento de finanças pessoais. 2019.

SERASA EXPERIAN (Brasil). Inadimplência do consumidor bate recorde e atinge 61,8 milhões, revela Serasa. 2018. Disponível em: <https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/inadimplencia-do-consumidor-bate-recorde-e-atinge-618-milhoes-revela-serasa>. Acesso em: 30 jul. 2020.

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Autor:

Beatriz Carvalho Frota

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