COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA

Tuesday, 05 de November de 2019

Comunicar-se de maneira eficaz é uma arte que bem poucos dominam. A comunicação não violenta sugere que as pessoas avaliem suas falas e discursos, pensando se atendem ou não às necessidades do que deseja comunicar.



Quando agimos com essa nova postura, percebemos que é possível  aprender mais, tendo a oportunidade de sair de um modelo passivo x agressivo e tornar assertivo, podendo aprender com as próprias experiências, a partir da consciência de quais necessidades foram ou não atendidas em cada discurso.

Marshall Rosenberg em seu livro (2006) afirma que as pessoas se tornam deprimidas pela forma como foram ensinadas a pensar e ficam engessadas nesse pensamento.  Podemos compreender como uma crítica ao nosso modelo de ensino- aprendizagem (acadêmico/social), que padroniza todas as pessoas como certas ou erradas, a partir de algum modelo de referência.

Não sendo ensinados a pensar criticamente, elaborando e desenvolvendo os próprios métodos de compreensão, mas com base em algo previamente estabelecido como certo ou errado. Com isso tornamo-nos adultos limitados, que sentem a necessidade de se adequar em algum padrão para serem aceitos. Seja em um emprego, relacionamento ou mesmo na família.

Tendem a realizar julgamento de si mesmas (consequentemente do outro), diante das suas necessidades que não foram atendidas.

Infelizmente, não fomos ensinados a nos conectar com as necessidades. A pensar com senso crítico, ou até mesmo a se permitir errar e contemplar o "erro" como escada para um "acerto" maior.

Quando determinada necessidade não está sendo atendida, voltamos a nós mesmos e começamos a nos culpar, a  envergonhar-nos e a nos atacar, caminhando para o adoecimento.

Precisamos esclarecer que a comunicação não violenta não é falar mansinho, baixar a cabeça e evitar conflitos. É exatamente o contrário, precisamos identificar nossas necessidades, reconhecer o que faz sentido para nós e lutar para que haja a satisfação dessas necessidades de maneira processual.

É possível desenvolver se desenvolver para melhorar a comunicação e torna-la assertiva, através da ativação de dois processos que sentimos e interpretamos o mundo: sensação e percepção.

É captando o mundo, sentindo emoções e interpretando-o de acordo com a forma, que o percebemos e criamos comportamentos observáveis.

Para avaliar esses comportamentos e saber como o cérebro se molda ao emitir e receber informações sensoriais e perceptivas através da comunicação não violenta, pode-se usar um simulador de ressonância magnética, que fornece uma aproximação realista de um scanner de ressonância magnética real, com menor custo.

Em uma configuração com um EEG e um smartphone, também é possível definir grupos para estudos de registro individual com os dados do EEG. A experiências citadas também se tornam uteis para comparar soluções diferentes e mesmo combinar resultados de EEG e fMRI.

Vale lembrar que cada pessoa interpreta o mundo de forma diferente e a percepção é o resultado de experiências que são afetadas por diversos fatores, então o delineamento do estudo precisa levar em consideração o contexto dos sujeitos (familiar, geográfico, etário, socioeconômico etc.).

Considerando que a percepção de uma pessoa sempre estará condicionada à experiência e às suas expectativas podendo ser influenciada por alguns fatores, entre eles valores pessoais e modelos mentais, que formam as crenças.

O conjunto de crenças norteia nossas ações e comportamentos no que se refere à relação com outras pessoas e com o ambiente em que vivemos. Por essa troca entre ambiente biológico/ mental e relações pessoais é que precisamos compreender que tipo comunicação estamos reproduzindo ou desenvolvendo, para que seja possível minimizar progressivamente os ruídos na comunicação.

Você ainda acha que escolhe sozinho e o ambiente pouco interfere?

Então precisamos retomar o texto ou quem sabe uma conversa mais profunda, para que eu possa ser mais assertiva na nossa comunicação.


Referências:

https://www.cnvc.org/about/marshall

Rosenberg, Marshall B. Life-enriching education: Nonviolent communication helps schools improve performance, reduce conflict, and enhance relationships. PuddleDancer Press, 2003.




Autor: Mab Abreu








EEG ERP BCIEEG fMRIEEGfor MRISocial InteractionEEG combinedBrain StimulationStimulus PresentationsEEG ElectrodesEEG Data AnalysisCognitive NeuroscienceEEG Electrode CAPsEEG CombinedImplicit LearningCultural NeuroscienceSocial Cognition & InteractionsDecision MakingFunctional ConnectivityPhysiology & Behavior